Uma artista incompreendida

A barragem

Um momento único que nenhuma pessoa poderia esquecer. Aquele sítio onde queres permanecer para sempre se pudesses. Lugar de uma paz infinita naquele dia de Inverno. A sensação de surdez tremenda quase assustadora ao mesmo tempo mas que traz uma tranquilidade interior que não trocava por nada. Estavas lá por acaso, uma pessoa que surgiu do nada mas que continua a marcar de uma forma quase inexplicável. Como se fosse aquela sensação fantasma mas que não desaparece. Um rochedo no rio por onde a água passa infinitamente. Olho para aquela paisagem, quase surreal que podia pintá-la com as minhas próprias mãos. Sinto uma leve brisa passar. Não oiço nada, fecho os olhos e apenas sinto. Sinto o mundo, a natureza em pleno esplendor, paz, a tua presença. Podia morrer ali, morrerias comigo? 


 


(Um dia de Janeiro de 2016 na barragem de Odelouca)

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