Olho para ti e vejo a minha alma reflectida como se me olhasse ao espelho, como se fossemos um só mas separados como quem corta um pedaço de carne e nos teus olhos vejo uma luz tão brilhante que quase me cega. Até parece que sinto o bater oscilante do teu coração que fico sem fôlego e com dificuldade em respirar mas ao mesmo tempo sinto-me viva e com uma felicidade maior que a minha altura. O teu riso, ingénuo, faz-me sorrir. Era capaz de abraçar o mundo com a felicidade que sinto quando estás por perto mas no meio de toda esta alegria, tenho também dentro de mim uma inquietação tão grande capaz de atormentar até a pessoa mais feliz deste mundo. O motivo é simples mas ao mesmo tempo tão complexo que se soubesses não irias compreender à mesma. Este sentimento de distância (quase obrigatória) corrói os meus instintos e reflexos que me impedem de te poder dar um simples abraço.
20/09/2014